quarta-feira, março 24, 2010
Minha modesta humanidade
de que tudo é eterno (inclusive nós)
faz com que percamos
a beleza do efêmero.
Esquecemos que o volátil
e o inesperado
são sinônimos do humano.
Quando saberemos escolher nossas palavras?
Acreditar,
(hein, fim?)
que a possibilidade de estar vivo
e ser feliz fazendo aqueles que amamos
felizes
é sempre mais forte
do que o medo da perda.
Vamos rasgar toda a gramática!
Vida rima é com coragem!
terça-feira, janeiro 12, 2010
twittpoesia (1)
quarta-feira, novembro 04, 2009
terça-feira, setembro 01, 2009
Ouse enfrentar o futuro
Não quero um momento fóssil, como uma foto muda. Conquistemos uma melodia inteira,
ainda que seja
passageira.
O eterno não faz sentido: o tempo pulsa estalado entre meus pulmões.
Finito como todo amor é.
sexta-feira, abril 10, 2009
segunda-feira, abril 06, 2009
Coerência
Transformar o impossível
em inevitável.
Se me chamam de louco,
não me importo
nem um pouco.
Podes sorrir.
Pois o futuro vai lhe desmentir.
quinta-feira, janeiro 22, 2009
Incoerência
decidi então:
não falarei com
ninguém.
Mesmo assim, ninguém fala comigo.
É, esse ninguém é mesmo engraçado,
sem perceber o ocorrido
ele havia me tornado.
terça-feira, novembro 11, 2008
domingo, outubro 26, 2008
Uma cisma contigo
uma cisma contigo.
Enquanto o mundo é prisão,
você é meu abrigo
Ria da gente: finja ser inteligente!
A farsa se tornou a rotina dos casais.
O ridículo nem sempre é uma escolha
Nós queremos ser felizes e eles querem ser normais!
domingo, setembro 21, 2008
Plágio em texto meu
Acabei descobrindo por acaso que um texto meu, de 2005, chamado "Moleca", está circulando na internet e está em vários "perfis" do orkut, fotolog, sites, etc. O lado ruim é que não divulgam o autor, que no caso sou eu. E o PIOR: ganharam um promoção, no site DNA MULHER, que tinha o prêmio de um carro, plagiando a última frase deste texto, conforme está na comunidade do orkut:
http://www.orkut.com.br/CommMsgs.aspx?cmm=40149967&tid=5220715563628219468&start=1
E abaixo os profiles e alguns sites que eu vi que tem o meu texto.
http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20080823191345AAV9toU
http://www.flogao.com.br/pirulitojj/foto/208/123693226
http://osguardanapos.blogspot.com/2008_04_01_archive.html
http://luhbarcellos.blogspot.com/
http://www.flogao.com.br/lalinhaaaaa/foto/111/89967874
http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=11908106053090942204
http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=454964695567649658
http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=1350274110817050084
http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=686518846457674435
http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=402944598059426758
http://www.fotolog.com/paulinhaah_blitz/46878480
http://www.fotolog.com/talita_s/39350131
http://www.fotolog.com/srtapitty/43863558
http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=12782302952932308516
http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=17789684964787145604
http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=12211403162260936169
http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=10224703937878008608
http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=12427004806570212041
http://www.orkut.com.br/Scrapbook.aspx?uid=12427004806570212041
http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=4370039319597159426
http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=16497120616183922466
http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=16497120616183922466
http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=9717068177100273262
http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=1395956808284852745
http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=7677667309480832148
http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=10136881080961353571
http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=7674059604282465873
http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=3256151249897245324
http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=10870980779662316330
http://www.orkut.com.br/Scrapbook.aspx?uid=4682599164517629456
http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=6220981656083571956
Moleca
Ser moleca é caminhar sem se prevenir. Olhar sem se preocupar. Correr sem olhar para trás. Ser moleca é usar decote em dia frio, andar descalça na areia molhada, é rir tanto, mas tanto, que dói a boca e dá falta de ar. É jogar bola com os amigos, chegar suada em casa e com cabelo na boca. É pular muro para ver o vizinho. É cantar bem alto no sábado de manhã. Ser moleca é gritar no travesseiro, comer sorvete tão rápido que chega a dar dor de cabeça. É ir sozinha no cinema, ficar boba com o neném no carrinho. É desenhar corações no caderno de matemática. Ser moleca é olhar para os homens com ar de ingenuidade, ser carinhosa e bruta ao mesmo tempo. É correr de salto alto, borrar a maquiagem, fugir do inspetor do colégio. Ser moleca é lamber os dedos depois de comer pipoca doce, escrever bilhetinhos de amor, chorar calada no quarto. É viajar sem falar com a mãe, rasgar fotos de ex-namorados, tirar fotos com namorados novos. Ser moleca é dançar sem música, colar na prova de português, abrir o olho enquanto está beijando. É vestir-se de homem em festa junina, abraçar com vontade, sentir saudade quando menos se espera. Ser moleca é roubar doce na padaria, bater a porta quando está zangada, falar de sexo com as amigas. É deitar na grama, pegar chuva despreocupada, sorrir com bala presa no dente. Ser moleca é subir em árvore, tentar tocar violão, ficar apaixonada pelo galã da novela, ficar apaixonada pelo galã da sala ao lado, ficar apaixonada pelo não tão galã irmão da sua amiga. É pular para entrar na calça jeans, arranhar o joelho, quebrar a unha. Ser moleca é sonhar em passar no vestibular. É ficar bêbada e não se lembrar no dia seguinte, trabalhar em loja de roupas, transar no elevador. E na escada. E na praia. E mais onde der. Ser moleca é falar de filosofia no bar, indignar-se ao ver um mendigo, construir um mundo melhor. É estar feliz e triste na festa de formatura, procurar emprego, querer morar sozinha. Ser moleca é falar com um cara no elevador, trocar telefone, usar véu e grinalda. É reclamar do salário, perder a conta de luz, jantar a luz de velas. É andar de mãos dadas no parque. Ser moleca é sentir vontade de comer morango às quatro da manhã, escolher um nome, comprar fralda. É chorar sem ter porquê, dizer eu te amo, dormir abraçados. É viajar para a serra, bater queixo de frio, tomar chocolate quente. Ser moleca é levar no colégio, olhar dever de casa, reclamar com a professora. É botar band-aid, dar dinheiro pro lanche, comprar camisola transparente. Ser moleca é esperar acordada no meio da noite, ganhar flores, ser simpática com a futura nora. É ficar na fila do banco, fazer palavra cruzada, ver novela das oito. É entrar pela porta da frente do ônibus, jogar baralho com as amigas, é rir tanto, mas tanto, que dói a boca e dá falta de ar. Ser moleca é viver tão intensamente que o tempo se transforma em um mero detalhe.
domingo, março 16, 2008
Banal
me consome
como se nada mais existisse.
O olho árido por não ter lágrimas.
E a poesia se torna
um diário (ou quem sabe um divã).
O vento nunca foi tão frio. E a chuva, tão sem graça.
Talvez esta seja a melhor maneira de lidar com a dor:
abraçá-la, e de mãos dadas caminhar por aí.
Sem destino. Nem hora para voltar.
quarta-feira, fevereiro 27, 2008
Nova Marca
obrigado a quem visita e continuaremos postando, mesmo que meio lentamente ;)
terça-feira, fevereiro 12, 2008
segunda-feira, janeiro 07, 2008
Meu mundo
para tentar entendê-lo.
Não só chorar pelos que sofrem,
ou sorrir para esquecer
a própria dor.
Minha solução não é individual
(muito menos
as minhas perguntas).
O que me angustia
é tão infinito
quanto a própria humanidade.
Um dia você entenderá
que o mais feliz dos homens
é aquele
que de tanto tornar outros homens felizes
transforma a felicidade em algo banal.
Não me revolto pela morte.
Me revolto por não ter vida em plenitude.
Sou daqueles que olha o mundo
para tentar entendê-lo.
E mudá-lo.
segunda-feira, dezembro 24, 2007
Lembranças
Feche os olhos e reveja
tudo que fez
nas últimas sessenta semanas.
Parece muito
(mas sempre é tão pouco).
Os risos que deu.
As chances que perdeu.
Tudo que
conquistou.
A felicidade e a dor de ter vivido
(independente do que se sonha)
sempre faz algum sentido.
sábado, dezembro 08, 2007
Noite
Vamos beber
até não agüentar mais.
Falar o que a gente quer
sem pensar.
Rir com os amigos.
Mandar para puta que pariu todos que odiamos.
E assim
lembrar que nesse mundo chamado lucro
o humano ainda é extraordinário.
quarta-feira, outubro 24, 2007
Geração futura
dizendo que não.
Elevemos nosso sonho ao mais alto
possível:
colado ao chão.
segunda-feira, outubro 01, 2007
Sua paz
A tortura
A ameaça
O tiro
A tropa
A elite
A arma
O medo
A farda
A humilhação
A vingança
O sangue
A repressão
e a paz.
Capataz.
segunda-feira, setembro 24, 2007
sexta-feira, setembro 07, 2007
Mudanças
e não espera que você entenda.
Os sentimentos se desfazem,
as vontades cessam.
Só os sonhos
(coitados)
que lá continuam.
terça-feira, agosto 07, 2007
terça-feira, julho 17, 2007
Expressionismo
Queria te dizer o que sinto,
mas o eu te amo
tornou-se tão banal.
que o tempo
fale
por nós dois.
quarta-feira, junho 13, 2007
terça-feira, maio 29, 2007
O que precisamos
puro
perfeito
sem lamentações.
Esse amor adequado
moldado e intolerante.
Quando vamos entender
que amar,
mais do que querer,
é aceitar?
Se esse dia chegar
não precisaremos desenhar corações
nem reafirmarmos (como uma ameaça)
a propridade um do outro.
Seremos livres pois estamos juntos
e todos saberão do nosso amor
apenas ao nos olhar.
segunda-feira, maio 07, 2007
Compromisso
esperando:
não sabem muito bem o quê.
Apenas esperam;
e assim suportam
o futuro que não virá.
Cotidiano de delírio
no asfalto de cachaça.
Uma vida guiada pelo ruído
barulho
riso.
Só que já é de noite
E eu tenho mais o que fazer.
domingo, abril 29, 2007
Responda quem puder
o ritmo,
continuo dançando
desengonçado,
sem saber como será a próxima música.
Tenho a ligeira impressão
de que dançaria melhor
se nada escutasse.
sábado, março 10, 2007
sábado, fevereiro 24, 2007
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
Valeu ;)
Rendição
não importa o quanto se dedicou,
o que
fez
ou deixou de fazer.
Nada acontecerá.
Mesmo que você rasgue sua
insegurança,
respire fundo e acredite no improvável,
vai dar errado.
E não adianta tentar outra vez.
O melhor é aceitar o destino e implorar para que ele mude.
Não?
Ah, é porque você é jovem, meu garoto...
Um dia você aprende que o melhor
é viver de joelhos.
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
sexta-feira, janeiro 26, 2007
Condenação
e sepultará todas as certezas.
As angústias que agora tenho serão superadas
(ou substituídas por novas).
A única verdade
é que estou (estamos) sempre em transformação.
Do caos iminente nasce um novo amanhã;
novo, não por ser outro dia,
mas porque queremos que assim seja.
Uns chamam isso de otimismo.
Eu prefiro sussurrar bem baixinho:
liberdade.
segunda-feira, janeiro 15, 2007
Previsão
alguém demonstra muita satisfação
quando está ao seu lado
mesmo sem te conhecer profundamente.
Suspeite.
Se ela te valoriza por tão pouco,
pode te menosprezar
por menos ainda.
quarta-feira, dezembro 27, 2006
quinta-feira, dezembro 14, 2006
Nossa imprecisão
Vou esquecer tudo de errado,
o que não foi como gostaríamos.
Vou relembrar um novo passado, aquele que deve estar sempre conosco
quando o futuro teima em não confirmar previsões.
Não preciso de dias magníficos, nem de noites com lua cheia.
Cada vez me convenço mais:
amar é compartilhar defeitos.
segunda-feira, novembro 20, 2006
sexta-feira, novembro 03, 2006
Acredite
quando digo
é possível mudar.
Não precisamos nos acostumar
com a dor em nossa alma
e o peso da infâmia
em nossos ombros.
Se hoje os ventos são tortuosos,
e os caminhos, obscuros
amanhã fará sentido.
Olhe a sua volta.
Será que não vê
tanto sofrimento,
tanta dor?
Felicidade só existirá
quando for para todos.
Acredite em mim
quando digo
é possível sonhar.
segunda-feira, outubro 30, 2006
Quando der
mas fui enganado
por mim mesmo.
Nada existe entre nós.
Apenas meus sentimentos vagos
jogados
sem sentido.
Nosso planos foram deixados para nunca mais.
terça-feira, outubro 17, 2006
Equívoco
naquela rua, sem querer
logo pensei:
Não fomos feitos
um para o outro.
O destino não reservaria para mim
um sorriso como aquele.
Como, num dia qualquer,
poderia encontrar
alguém que me entendesse
quando nem eu mesmo
quero explicações?
Não era possível imaginar
nossas mãos
dadas.
Mas eu estava errado.
Ainda bem.
sexta-feira, outubro 06, 2006
À espera
sempre
o retorno da manhã.
O momento no qual o frio
vai embora
embalado por raios de sol.
Quando só existe canto e pio.
O vôo sem destino.
Nada de gaiola mundo.
Apenas o necessário.
Entretanto,
o céu alaranjado-cor-de-rosa
olha
apreensivo.
Logo carros,
barulho,
gente,
sujeira,
gritos,
palavras,
dominarão seu suspiro.
E os pássaros
voltarão a ficar quietos,
à espera da manhã.
O momento único em que eles são livres de verdade.
sábado, setembro 30, 2006
Preciso
Do seu sorriso singelo.
Das suas loucuras.
Da chuva fria que nos pega de surpresa.
Do seu olhar profundo.
Da sua risada estranha.
Do seu beijo intenso.
Do seu até logo que me pede para voltar.
Das músicas que você ama.
Dos seus esquecimentos.
Das suas piadas sem graça.
Das suas noites sem sono.
Do seu corpo.
Do seu medo do futuro.
Das suas reclamações.
Do seu café da manhã sem avisar.
Da sua voz ao telefone.
Do seu feliz aniversário a meia noite em ponto.
Das músicas que você detesta.
Da sua saudade.
De você dançando.
Da sua mãe falando para gente terminar.
Dos seus abraços apertados.
Da pizza que mata nossa fome.
Dos dias que trazem sua ausência.
Da última sessão no cinema.
De você chorando.
Do garçom nos expulsando do bar.
Da sua teimosia sem sentido.
Do livro que você comprou errado.
Do seu sorvete que sempre derrete.
Do som alto com a casa vazia.
De seu cabelo molhado.
Do Sol amanhecendo nosso dia.
Da viagem sem dinheiro.
Das festas em que só existia você.
De você dizendo que eu não te dou valor.
Do seu cheiro.
Do seu eu te amo.
De uma poesia para viver.
terça-feira, setembro 19, 2006
Horizonte
Mas não poderia ser diferente:
antes de te conhecer
tudo era
tão normal.
Pouco
a pouco
descobri
o que nem esperava entender.
Sim,
você está certa.
O infinito é logo ali.
domingo, agosto 20, 2006
Sobre nós dois
um fim de tarde
com um pôr-do-sol
único.
Impressionar-se é o primeiro passo para amar.
Risadas
sobre nada de importante.
(aliás, mudei minha visão sobre o que é realmente importante)
Só eu e você entendemos o porquê.
Um filme desconhecido
com explicações mirabolantes no fim.
Uma grama úmida para conversar
e assim
descobrir qualidades que nem imaginava.
Uma noite fria e um coração quente:
abraçados sem pensar.
Andávamos de mãos dadas
num caminho sem fim.
Sinto saudade
de sentir saudade.
sábado, agosto 12, 2006
Certeza
mais uma certeza
me ilumina.
A vida é cruel,
mas as mulheres
são piores ainda.
Recomeço
não sabia
o que
fazer.
O tempo me enclausurava.
Mas ao invés de fugir do cárcere,
o destruí.
Com os pedaços do que sobrou
recomeço o futuro
e com ele
toda minha vida.
sábado, julho 29, 2006
Indefinição
minha vontade
de conquistar
com minha capacidade
de me
enganar.
O futuro
desmorona
a cada
segundo.
quarta-feira, julho 05, 2006
Para você
Repita o que os outros dizem.
Se falam mal de você,
fale mal também.
Se te elogiam,
elogie.
Use as roupas certas
e pareça agradável; nunca
frágil.
Só que hoje
a rotina se foi:
minha alma
é só esperança.
Onde menos esperava
estava
o motivo para acreditar
que tudo
valhe a pena.
sábado, julho 01, 2006
Sem escolha
É decepção.
Dor é intensidade.
Decepção,
melancolia.
Como um fim de tarde
no qual tudo poderia
ser tão
diferente.
segunda-feira, maio 29, 2006
Se estivesse comigo
se estivesse
comigo.
Não seria perfeito.
Nada é.
O que queria
era a chance de errar
com você
ao meu
lado.
Mas o que
me restou
foram esses versos.
E assim termino mais um poema.
sábado, maio 27, 2006
Adios
Com autoridade,
não utilizarei rimas nem métricas
só precisarei das palavras,
da minha vontade
de escrever e do leitor.
E você,
quando ler
vai chorar.
Mesmo sem lágrimas.
Mesmo se estiver sorrindo.
Vai chorar.
A dor é tão forte que extravasa sua alma.
Pare de fingir.
Você morreu
bem antes
de se matar.
domingo, maio 07, 2006
Solução
Agora.
Não como filme, com explosões e gritos de socorro.
Choro.
Apagar. Breu.
O futuro faria ainda mais sentido.
Pois só assim
ele realmente seria
o que é.
Tudo acaba.
sexta-feira, maio 05, 2006
domingo, abril 30, 2006
Esqueça
Os bons momentos evaporam
pouco a pouco
em cada lágrima.
Raiva por não ser tudo perfeito.
Ela está presa no próprio peito.
Não se acorrente em mim.
Vamos compartilhar nossos erros
e esquecer de ser feliz.
sexta-feira, abril 21, 2006
O que eu quis
Quero meu dinheiro de volta
(como se fizesse alguma diferença)
domingo, fevereiro 26, 2006
Chance
está tudo bem.
Mas não está.
Num barco
parado
no meio
do nada.
Acho que joguei os remos fora
e rasguei a vela.
Tomara que não.
sábado, novembro 26, 2005
Saudade
e me deu um soco na nuca.
Um chute no estômago.
Uma cotovelada na cara.
Foi embora.
Finjo:
Nada aconteceu.
terça-feira, novembro 15, 2005
sábado, novembro 12, 2005
Premiação
Descobri hoje que fiquei em sétimo lugar no XVI Concurso Internacional de Poesias!
Eram mais de 2500 trabalhos de 12 países participantes!
As poesias premiadas foram:
"O aviso"
"Sonho"
"Eu e você"
"Dedicatória"
Valeu todo mundo pela força e se puderem continuem visitando o blog :)
sexta-feira, outubro 28, 2005
Ensinamentos
tenta
com
palavras
você consegue
com
viver.
Sua simplicidade
inundou
meu mundo.
Sou todo
reverência.
domingo, outubro 23, 2005
terça-feira, outubro 18, 2005
Trajetória
o aperto que sinto
entre os pulmões
transformou-se em pensamento,
e depois,
palavras.
Agora,
espero apenas você ler.
Quem sabe o tempo não retorna.
E pelo caminho inverso
serei verso
dentro de ti.
domingo, outubro 09, 2005
Decreto 1/2005
soberano do mundo,
decretava uma lei
que obrigaria
a todos dizerem
bom
dia
ao andar na rua.
Obrigado,
Ao motorista.
Licença,
A senhora idosa.
De nada,
Ao estenderem a mão para um alguém desconhecido.
Essa lei também obrigaria
a todos terem
uma boa soneca
após almoço.
“Cláusula No 5:
Todos devem parar
para ver o pôr-do-sol ao entardecer, com obrigatórios cafunés
e massagens
nos pés.”
Todo trabalho inevitavelmente será arte.
Toda dor será parte e não mais
todo.
De noite,
todos deverão
tomar chocolate quente
e usar cobertores coletivos
para se esquecer (e lembrar)
do frio.
E no fim,
a bendita lei
terá um parágrafo único:
“Só terá esta validade, caso você continue a estar aqui”
terça-feira, setembro 27, 2005
sábado, agosto 13, 2005
Sonho
no qual
não precise
classificar
nada.
Isto,
amor.
Aquilo,
medo.
Em que o vento frio
da manhã
sopre o sentir.
Eu, calado,
apenas olhe
o infinito.
E a poesia
não fará
mais
sentido.
Nem o poeta.
Ao acordar
para ocupar meu tempo
tapava meu vazio
com sorrisos
sem sentido.
Como vício,
repetiam-se.
Hoje,
sorrio
menos.
Ao seu lado,
o mundo
é que sorri
para mim.
sábado, julho 23, 2005
Revolucionar-te
não morte.
Sou luta,
não crença.
Quero uma igualdade
que busque
a possibilidade
da diferença.
quinta-feira, julho 07, 2005
Nem sabia
Até mesmo
aquele fim de tarde
que parecia
não fazer
sentido,
era o palco
para o tempo
ir embora e sussurrar
seu nome.
Os relógios
derretiam.
O silêncio gritava.
Eu
apenas esperava.
Esperava que
você
me
esperasse
também.
Mas,
pelo jeito,
vou ter
que esperar
outro
alguém.
sábado, junho 25, 2005
quarta-feira, junho 22, 2005
Conserva dores
a seguir os mesmos
caminhos.
Repetidos.
Brindes
banais.
Promessas
de sempre.
Entretanto,
não precisamos
temer
nada.
Nós estamos
certos.
A vida
é que está
errada.
domingo, junho 12, 2005
Deveria
quando quis entrar
nesse filme melancólico
chamado amar.
Pediram-me pra ser igual
a todo mundo. Seguir
a cartilha
e
decorar.
Mentir nas horas certas.
Chorar nas erradas.
Reclamar quando menos se espera.
Olhar quando se cala.
Estar contigo
deveria ser
abrigo
e não
prisão.
sexta-feira, maio 13, 2005
sexta-feira, abril 22, 2005
Encontro inesperado
Acordei querendo
Escrever uma poesia
Esperei então
Que uma mulher
Mais bela que tudo
Aparecesse
E trouxesse
O transcendental
Com o seu olhar
Mas ela,
Ingrata
Não apareceu
No dia seguinte
Esperei que um anjo
Viesse do paraíso
E sussurrasse
Algo em meu ouvido
Mas ele,
Idiota
Não apareceu
No outro dia
Fiquei olhando
Um vaso
Com a esperança
De que ele
Me doasse
A iluminada inspiração
Mas ela,
Incapaz
Não apareceu
Depois disso
Fiquei lendo a gramática
Esperando que ela
Através de sua magnitude
Me concedesse
O Dom da escrita
Mas ela,
Orgulhosa
Me deu foi nada
E continuei assim
Dia após dia
Procurando
Uma poesia
Bem,
Acho que encontrei
domingo, abril 10, 2005
Minha Arte
MINHA ARTE
“Ser artista é expressar idéias e sentimentos”
Mas por que expressar sentimentos à pessoas que não os sentem
Da maneira que sentimos?
Se sentem coisa que são resultados da indiferença
Se sentem coisas que são resultado do individualismo
Se sentem coisas que são resultado do conforto
Se sentem coisas que são resultado da mesa que sobra
E mentem os homens, uma constante, expressando vontades
Fingindo emoção
Arrancando sustento do que dizem arte
Porém eu me expresso por necessidade
E quando o vômito me vem a boca
Pego o lápis, entre tanto outros objetos que poderia pegar
Por causa da insatisfação
Da revolta de tudo que eu e outros engolimos, além do vômito.
Não precisará muitos minutos para surgir
Lembrar da rua, do homem, da política
Da palavra, do silêncio, do grito
Do sangue da bioneta
Da madame, da lavadeira
Da mansão, da ponte, ....
E isso será arte?
Pode ser possível arrancar sustento, mas
Nem todos estão interessados no meu poema,
Muitos já tem a própria vida, e nela
O seu constrangimento.
Sinto que minha arte não é suficiente
Para comprarem minha utopia,
Porque ela não é lucrativa
E sim destituída de conceitos estéticos.
Não é feia, nem bonita
Não se propõe a ser esquecimento
Abrandamento
O que eu proponho, com ela, é a não fuga
Eu escrevo para não enlouquecer!
Mas você pode jogar meu poema pela janela
Se não gostar
Eu também joguei muitos
Eu faço poema da indignação, da revolta, da dor
Meu poema você lê no jornal
Você vê na rua
E pode lê-lo no partido
No seu sindicato
Ele pode não cair com o muro
Pode existir a cada lata de alumínio
A cada papel no chão
A cada qualquer coisa que exista porque teve motivo para existir
Ou a cada qualquer coisa que exista, mesmo que por acaso
Que é fruto do motivo.
Indefinido, desrespeitado ao acaso
Como o próprio homem
Descartável
Depois da fábrica,
Depois do consumo,
Antes dos 14 anos e depois dos 65 anos
Como meu pai, minha mãe
E os seus
Mas você pode jogar meu poema pela janela
Afinal ele pode não ser
Um poema para você
É triste e mal humorado
Tenta parecer com o homem ansioso
Pelo sinal do final do expediente
Gostando ou não ficará na sua memória
Porque mesmo queimado
Meu poema está além deste papel
Mais cedo ou mais tarde
Alguma coisa lhe fará lembrar dele
Talvez o sinal
Talvez o revólver na sua cabeça
Talvez a bala perdida ...
Porque ele é presente, e poderá ser qualquer coisa
O gari, o bancário, o professor, o pivete
Meu poema pode não morrer, porém eu morrerei
Em parte
Meu filho, meu neto e os seus
Farão outro poema real.
sábado, abril 09, 2005
quinta-feira, abril 07, 2005
domingo, abril 03, 2005
Neurastenia
estão tremendo. Sinto minha mente pulsar, meus pulsos
estão ardendo. Sinto minha alma latejar, meus braços
estão doendo.
Estranha vontade essa de destruir
tudo
por
aí.
Quebrar cada praça, cada
vidraça. Cada velhinha chata.
Calar a boca de todos .
Apagar os jornais.
Emudecer as canções.
Esquecer as sanções.
Esmigalhar os policiais.
Costumo enganar-me, mas não
dessa vez.
Algo me diz que estou começando a ficar normal.
domingo, março 20, 2005
Pela manhã
Calmamente
Me deparo
Com uma tempestade
Continuo a caminhar
E a cantar
Mas não tão calmamente
Pois a tempestade
Deságua minha alma
Que posso fazer?
Apenas continuar
A caminhar
A cantar
Pois sei que não estou sozinho
Na tempestade
Cada gota também é orvalho
segunda-feira, março 14, 2005
domingo, março 13, 2005
Lágrimas sobre as ondas
às vezes são escassos.
Nem sempre tudo está
ao alcance dos meus braços.
Erros não vistos
por esse menino solitário,
caminhando sem pressa
rumo ao inesperado.
Temo o desconhecido,
meu grande inimigo,
através das preces socorrido.
Liberto da dor.
Lágrimas sobre as ondas
não são notadas.
Insignificantes como quase tudo
que se faz por amor.
Mas ainda acredito
que serei recompensado.
Não há tempo perdido
apenas não lembrado.
Meus sonhos continuam
a serem cultivados.
Para eles até mesmo
da razão me desfaço.
E sigo
não tendo mais motivos
para acreditar na solidão.
Seja por onde eu andar
você estará sempre comigo.
Dominando minha mente.
Angustiando meu peito.
Rasgando toda desilusão.
quarta-feira, março 09, 2005
quinta-feira, março 03, 2005
busca
eu
e
você:
uma imensidão de sonhos.
entre
você
e
eu:
um suspirar de desejos.
entre:
diz o adesivo
na porta transparente
do banco.
entre
tanto
não
consigo
sair
de mim.
segunda-feira, fevereiro 21, 2005
Vir a ser
é otimista.
Antes mesmo
de começar a escrever
ele tem que ter a certeza
de que vai conseguir
transformar
o que sente
e o que vê
em palavras.
Acreditar
que sonhos
e medos
podem ser
sentidos
por quem
lê.
Um otimismo
alegre,
mas também
triste.
Um otimismo necessário.
Pois ser otimista
não é achar que vivemos
em um mar de rosas.
Não é fechar os olhos
para os problemas.
É mesmo sem saber
para onde
(nem o porquê),
continuar a caminhar.
É a cada passo
seguir o último.
É viver
o futuro
pois o presente
não é bastante.
sábado, fevereiro 19, 2005
Poes(v)i(d)a
Abrandar nossas dores
A amena chuva do ar-condicionado
Lavar o nosso espírito rejeitado
Volátil passeio entre a vida.
Vejo o olhar doce dos credores
Transformar nossas quantias em amores
O falar manso do deputado
Afagar com cinismo nosso grito agoniado
Sublime mantenho minha ida
Meu limite é o infinito
A saudade que não tem fim
Sou o erro mais bonito
O mundo inteiro vive em mim
Sou poeta, sou dor
Sou a desculpa do eterno amor
domingo, fevereiro 13, 2005
A dapt a
Não foi feita para iludirmo-nos.
Foi feita para aceitarmos,
sem reclamações.
Apenas engolir
o que foi imposto.
Acatar o que foi proposto.
Rezar pelo o que não virá.
Você pode me chamar de cético,
mas eu
não sou o único.
Tem muitos ainda por aí.
E são eles que
ditam as regras.
São eles que
controlam as rédeas.
A felicidade e o poder caminham de mãos dadas.
Seja um carro,
um olhar,
uma desculpa.
São apenas interesses.
Todos para o mesmo saco!
Egocentrismo barato!
Vivemos por nós mesmos.
Vivemos caminhando aos joelhos.
E isso me incomoda.
Mas
não deveria
Sim, não deveria
Pois viver
é isso.
É melhor eu me acostumar.
sábado, fevereiro 12, 2005
Extenuante amor
Preferia que você me odiasse.
Pelo menos perceberia que existo.
E não haveria toda essa angústia,
ingrata e sumária,
atrofiando minha alma.
Não mais sei onde está minha razão.
Sucessivamente entro em discórdia comigo mesmo.
Não consigo distinguir a felicidade do sofrimento,
o alívio da dor.
Um emaranhado de emoções
e sentimentos,
alastra-se por dentro de mim.
Todas as juras estão engasgadas.
Sufocadas.
Esta estranha amargura entranhada
teima em apoderar-se
do meu peito,
nele criando um vazio inimaginável;
Só me resta aceitá-lo
e tentar transpô-lo
com os últimos suspiros mórbidos que possuo.
Até que a ultima gota
de meu sangue
esvaia-se pelo cálice da eterna saudade.
sexta-feira, fevereiro 11, 2005
quinta-feira, fevereiro 10, 2005
quarta-feira, fevereiro 09, 2005
(Ap)ego
eu acordei querendo escrever
uma poesia para você,
dizendo tudo que sinto.
Minto.
Não consegui ao menos começar
mais um clichê idiota sobre amar,
que rimasse paixão com coração.
Estou cansado desses casos de novela,
que balela,
onde tudo é tão bonito.
Quero um amor inquieto,
que não ligue para normas sociais.
Que seja mais que um cartão ou uma flor.
Que transforme o cotidiano em saudade.
Sigo
mantendo minha contradição
entre a razão e a emoção.
Um equilíbrio impossível.
Mas
não tenho medo em continuar.
Vou aprender a superar
todos os erros
e as minhas desilusões.
Porque você não vem ficar
perto de mim
E entrelaçamos nossos corpos enfim?
Ao adormecer
Carregando indiferente
A beleza da desgraça
Transformada em semente
E a joga para longe
Aonde irá florescer
Incansável monge
Em nosso temer
Mantidos na espera
Somos grãos de terra
Sem prosperar
Se saímos do ninho
Somos passarinho
Prontos a voar
Gestação
Gira sempre para o mesmo lado.
Tonturas que magoam e ferem.
Não pedi parar ter um destino
que se repete a cada segundo
e muda sem ao menos perguntar.
Esses falsos benefícios da maturidade
apenas me trazem amargura e lamentações.
O amor e a felicidade estão longe,
escondidos no fundo de meu âmago,
em um passado longínquo mas que ainda me pertence.
Não aprendi a lidar com as ilusões que não tenho.
Sou inocente.
Os dias só aumentam a minha escuridão uterina.
terça-feira, fevereiro 08, 2005
Possuir-se
procurando ver nua.
Mas só consegui
ver a sombra do rosto,
as curvas do corpo.
Nada mais.
Olhei nos olhos
procurando ver alma.
Mas só consegui
ver o reflexo dos meus,
a aridez dos olhos.
Nada mais.
Olhei nos dedos
procurando desejos.
Mas só consegui
ver a aspereza dos calos,
a rigidez das juntas.
Nada mais.
O que será que preciso
para o que é seu estar comigo
como fosse parte de mim?
Não basta o amor que sinto
que por mares labirinto
não procura um fim?
Semear
Simples como uma flor.
Não devemos buscar enigmas
em suas raízes,
nem procurar significados
em sua bioquímica.
Devemos apenas contemplar.
A crítica será sua essência,
não objetivo.
Uma bela flor no meio de um emaranhado de lixo
é crítica por si só.
Não precisa de uma placa,
nem de explicação.
Devemos plantar com nossas palavras a cada dia,
nossas flores poesia
Elas serão de graça,
livres.
Sem medo do ridículo.
Estáticas
aos nossos olhos,
inquietas
aos do universo.
segunda-feira, fevereiro 07, 2005
Moleca
Inquieto
você não é poeta.
Você apenas escreve palavras.
Mas eu,
revido:
Não.
Elas que se inscrevem em mim.
1
Apenas xingamentos e reclamações que logo perdem o sentido.
Conselhos, declarações, desculpas que deveriam ser pronunciadas,
ficam guardadas em minha covardia.
Fruto da fraqueza e do amor.
Imagens que seduzem mais que palavras.
Verdades que se escondem atrás dos muros que crio.
Cárceres feitos pela dor,
por não saber o erro
que se esconde em minha insegurança.
Todos os discursos que ensaiei ficaram unicamente para mim.
Existiram só na frente do espelho,
na solidão do meu quarto.
Na noite fria que eu imaginava ao seu lado estar
e apagar todos meus lamentos.
São momentos pelos quais eu somente passei.
Não os dividi com ninguém.
E percebo que logo estarão aqui novamente,
prontos para reprimir-me.
Perfeição que estava tão perto,
foi denegrindo-se com o tempo.
Ao proclamar das dúvidas,
com o desmoronamento das certezas,
que pareciam límpidas e puras.
O dissabor da derrota carrega consigo a contestação dos fatos.
Das loucuras sensatas e realistas para quem as faz.
Unicamente sei o quão é prudente
recriar todo o provável.
Desfazer todas as intrigas.
Desatar toda a lucidez.
Desaguar sem pensar.
Sentir sem preocupar-se
no que vai dar.
Isto que vem
dentro
da
gente
rápido
rasteiro
que
me
faz
perder
o passado que parecia importante mas é bobagem.
Nada se assemelha
a essa estranha vontade
que tenho
de comprar
uma borracha
e um lápis
e
re
de
se
nhar
o universo...
Esperar tranqüilo todo o ensurdecer do mundo ir embora e calmo descansar.
Deitar vagarosamente e olhar para o céu, ver que agora
só existe uma pessoa:
nós.
Passeio entre nós
quanto o pôr-do-sol ou o amanhecer do dia.
Sabe aquela doce menina, que temos certeza que
está prestando atenção em nós?
De uma forma única, inspiradora?
Entretanto, ela nem sabe que existimos.
Mas foi esse “engano” que trouxe
força para demonstrarmos o que somos.
E rir, contas histórias, dividir sentimentos.
E assim percebemos que o antes
não faria diferença,
pois o que nos tornamos
apagou todo o passado.
E aquela doce menina transformou-se em Carla, que gosta de flores,
tem medo de avião
e sonha de mãos dadas.
E a ilusão foi o primeiro passo para despertar o sonho.
Tem outras vezes que estamos realmente sós.
Acredite,
esses momentos existem.
Não por nossa culpa ou dos outros.
Simplesmente somos cúmplices de nós mesmos,
dos nossos próprios porquês.
Precisamos estar sozinhos
para saber onde estamos.
E lá,
onde apenas existimos,
a ilusão de que isso não acontece com ninguém
e que vai durar pra sempre,
nos estanca.
Ficamos parados
sem saber
o que fazer.
Desesperados:
O que será de nós?
E esquecemos,
que a nossa volta
todos estão apenas esperando
o momento certo para chegar
e estender a mão. E a ilusão de que somos sozinhos
(na verdade estamos sós)
adormece nossa coragem.
A ilusão faz parte
de nossa vida.
Não queiramos acabá-la.
(também não conseguiríamos)
Mesmo o amor vive e morre
de ilusões.
Vamos passear entre elas.
Como aqueles que
ao encarar a tempestade
lembram de como é bom
o cheiro da chuva.
.